segunda-feira, 28 de maio de 2012

Psicossociologia nas ações de CI


Entender uma organização como um sistema no qual cada parte integrante é interdependente é essencial para o processo de comunicação interna. Conhecer e entender os fluxos de informação também é de extrema importância. Agora como os diferente fluxos de comunicação influenciam as concepções e ações individuais e coletivas? E o quanto esses fatores influenciam no ambiente de trabalho? É conhecido que,todo ambiente social está inerente à comunicação. O ambiente interno de uma organização é regida por uma certa etiqueta então o comportamento individual segue a linha do bom senso. Quando porém ocorre alguma situação e a mesma causa um desconforto coletivo o fluxo de informação informal mais conhecida como “rádio peão” começa a aumentar e concepções em sua maioria errôneas começam a se formar e isso pode ocasionar em uma crise interna. Nesse cenário é que a CI demonstra sua necessidade. Ações que organizam o fluxo de informação dentro da organização e que sejam claras no que rege a mensagem chave são a solução de crises internas e também colaboram para a prevenção delas. Assim o pensamento tanto individual quanto coletivo são objeto de análise do profissional de CI. Sendo assim toda ação deve ser pautada no conhecimento psico sociológico da organização, conhecer as áreas a fundo e perceber como cada colaborador é tratado individualmente é imprescindível assim como avaliar as reações coletivas à determinado acontecimento. Utilizando dessas ferramentas aqui citadas e colocando em prática ações embasadas nos conceitos aqui transmitidos pode-se prevenir possíveis falhas de comunicação e conflitos internos e caso ocorram com estas mesmas ferramentas pode-se solucioná-los.

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Comunicação Interna e ações motivacionais



Muitos ambientes de trabalho não são considerados os melhores para se trabalhar, o estímulo e a motivação, às vezes, são fatores que nenhum funcionário conhece dentro daquela empresa. Mas por que isso é tão freqüente?
Um grande problema ainda presente em algumas organizações é a falta de uma comunicação interna eficaz que, em conjunto a ações internas direcionadas aos funcionários, são capazes de realizar um trabalho motivador ao público interno para que, assim, a produtividade cresça de maneira mais eficiente e, claro, atinja o objetivo primordial, a geração de lucro.
O que muitas empresas ainda desconhecem é justamente a importância disso tudo, ou apenas ignoram. Tão importante quanto ter o feedback de seus clientes, é ter um retorno também dos próprios funcionários. A atenção não pode ser exclusiva para o público externo, se você não possui funcionários felizes e satisfeitos, com certeza também não terá clientes fieis e contentes.
O Endomarketing, por exemplo, é uma ferramenta proporcionalmente nova que tem como objetivo valorizar, estrategicamente, o público interno da organização. Como? De acordo com o precursor deste tema, Saul Bekin, quando criou o conceito de Endomarketing, pensava que não era possível a empresa atender totalmente às suas demandas externas com seus produtos e serviços se os seus próprios funcionários não os conheciam, aprovavam ou, ao menos, sabiam o que estava acontecendo. Baseando-se também na ideia de marketing, para Kotler o marketing externo não é muito eficaz se os próprios funcionários da empresa não aprovam a ideia.
A cultura de uma organização é essencial para que todos ali dentro da empresa sigam para a mesma direção e para que não haja nenhuma distorção no andamento dos processos. A organização precisa estar em equilíbrio primeiro dentro para, depois, garantir seu sucesso fora dela. E ações com caráter motivacional contribuem para um ambiente de trabalho saudável, fazendo com que o público interno se sinta parte daquela organização, produza mais e melhor, atingindo também os objetivos da empresa como um todo.
No cenário atual, as organizações já estão pensando mais humanamente e não apenas no lucro em si. Essa posição valoriza a área de Comunicação Interna que engloba, além de muitos outros, pontos discutidos no decorrer no texto.

Referências:
BEKIN, Saul F. Conversando sobre Endomarketing. 1995.

terça-feira, 8 de maio de 2012

Comunicação Interna Horizontal

A comunicação horizontal ou lateral é aquela que ocorre entre colaboradores de um mesmo grupo, grupos do mesmo nível, ou entre quaisquer pessoas de hierarquia equivalente dentro de uma organização. Este tipo de comunicação é utilizado para coordenar problemas, troca de informações, conselhos e feedback, e visa proporcionar um canal direto de comunicação para os que, fora da cadeia de comando, consigam rápida coordenação e cooperação.


Colaboradores de cargos ou setores diferentes devem se utilizar da forma horizontal de comunicação para  alinhar estratégias e forma de trabalho, especialmente quando mudanças em um departamento afetam outros. Desta maneira, a comunicação lateral contribui significativamente para o processo de comunicação integrada. 

A comunicação lateral também poe ser informal e é inevitável. Ela acontece na forma de rumores que muitas vezes se espalham mais rapidamente do que comunicados formais. Por isso os formadores de opinião, líderes e gestores devem ser bem informados pela própria gestão, de modo a evitar a propagação de informações distorcidas.

Uma organização que conheça a importância da comunicação interna, ou seja, que mantenha todos os níveis hierárquicos de colaborados bem informados, evita surpresas desagradáveis e rumores indesejados dentro e fora do ambiente de trabalho. Quando as informações primeiramente verticais são esclarecedoras e verídicas, a comunicação horizontal passa a acontecer naturalmente inofensiva, e até mesmo de maneira a auxiliar a integração de setores. 


Fontes: http://www.slideshare.net/jeanecsc/fundamentos-da-comunicacao
http://pt.scribd.com/catarinas_95/d/55364504/41-Comunicacao-Horizontal
http://student.dei.uc.pt/~jaimemc/introducao.htm

sábado, 5 de maio de 2012


Comunicação Interna Vertical



A comunicação interna deve ser considerada como uma das ferramentas  essenciais para o sucesso de uma organização,  por meio dela é possível  conhecer  e disseminar sua política institucional, os interesses dos seus membros  e integrar diferentes departamentos.
Uma das divisões dos fluxos de comunicação dentro de uma organização é a comunicação vertical, que é planejada de cima para baixo, onde a empresa se comunica com seus departamentos, direções e unidades de negócio.  É crucial que seu desenvolvimento seja por meio de canais de informação ágeis, rápidos e desburocratizados. 
A comunicação interna vertical se divide em:

  • Ascendente: consiste no envio de relatórios, esclarecimentos, sugestões e reclamações de departamentos ou projetos a níveis superiores.  O que muitas vezes afeta  esse tipo de comunicação é a falta de objetividade ou a  falta de veracidade dos dados.
  • Descendente: tem início no topo, com os líderes, e discorre no sentido da base hierárquica da organização, normalmente são informações e instruções de tipo organizacional, com políticas, regras e regulamentos da atual situação da organização.

A importância da comunicação interna vertical é para  uniformização e padronização dos conceitos da empresa. O objetivo é que o trabalho da organização seja cada vez mais integrado. Cada membro, conhecendo a política institucional, as regras da empresa e seus produtos, acaba se tornando um disseminador dos valores da organização.
Como no caso da Natura, por exemplo, eles só conseguem que seus colaboradores sejam disseminadores de seus princípios e valores, porque tem uma comunicação vertical eficiente, onde todos conhecem e aprenderam a admirar a marca pela qual trabalham.

sábado, 28 de abril de 2012

Dificuldades e problemas iniciais da Comunicação Interna





Um dos problemas inicias para a boa Gestão da Comunicação Interna é que o termo comunicação é empregado como se toda informação colocada diante dos funcionários tivesse sido aceita e compreendida por eles, o que nem sempre é verdadeiro. A boa comunicação deve contemplar não apenas o envio da informação ao público, mas também a compreensão do que foi exposto e se o conteúdo foi aceito ou rejeitado, apenas assim podemos afirmar que está sendo desenvolvida a comunicação na organização, com o círculo virtuoso.

O gestor também deve estar ciente de que há uma diversidade de material que “comunica” que não as mídias tradicionais e planejadas, como: fatos relativos a situações recorrentes, problemas ou progressos na direção das metas; idéias, sugestões e experiências; conhecimento relativo a valores, ações e políticas da empresa; lealdades e hostilidades; clima ou ambiente emocional, etc. A comunicação não pode ser pensada apenas dentro do escopo tradicional do boletim, jornais e revistas, mas em todo o ambiente organizacional que ela permeia e no qual se desenvolve formal ou informalmente.

Contextualizando um dos exemplos, se um gestor é considerado exigente de forma exagerada, pelos seus subordinados, gerando hostilidade, isso pode gerar resistência à comunicação, criando barreiras para a o fluxo ascendente.  A hostilidade, o medo e a desconfiança, reduzem o fluxo e aceitação de informações relevantes, também podendo gerar distorções e ruídos na comunicação em todos seus fluxos: ascendente, descendente, horizontal ou diagonal. A suspeita diminui o volume de informações compartilhadas, mantendo funcionários das mais variadas hierarquias em posição de “defesa” perante os demais.

Imagem: Social Network. Istockphoto.com

Assim, após a compreensão da diversidade e do que deve ser a comunicação o primeiro passo a ser tomado pelo gestor deve ser o estabelecimento da confiança. Apenas com confiança recíproca a comunicação pode se desenvolver eficientemente dentro da organização, mantendo todos os canais e fluxos abertos para o diálogo entre as partes, além de contribuir para a aceitação e compreensão da mensagem.

Referência Bibliográfica: Novos padrões de administração. LIKERT, Rensis.

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Endomarketing


Endomarketing são ações de marketing voltadas para o público interno de uma organização, é um processo cujo foco é sintonizar e sincronizar, para implementar e operacionalizar, a estrutura de marketing dessas organizações que visa ação para o mercado. Seu objetivo é facilitar e realizar trocas assim construindo relacionamentos com o público interno, compartilhando os objetivos da organização, harmonizando e fortalecendo estas relações e tem como função integrar a noção de “cliente” nos processos internos da estrutura organizacional propiciando melhorias na qualidade de produtos e serviços com produtividade pessoal e processos.

O termo surgiu na década de 90 no livro “Conversando com o Endomarketing” de Saul Bekin, aonde o termo “endo” que vem do grego “movimento para dentro” se junta com o conceito de marketing de “processo de comunicar uma transação com valor adequado para clientes”, nesse caso o cliente sendo os funcionários da organização, assim o endomarketing se torna uma poderosa ferramenta da comunicação interna pois “vender” seu produto ou serviço para o funcionário é tão importante quando para o cliente, afinal assim o público interno se torna um aliado ao negócio, preocupado pelo desempenho e responsável pelo sucesso da organização.

O endomarketing vem como solução para o questionamento feito muitas vezes pelas empresas “nossos funcionário são felizes?” afinal a satisfação desse público afeta no clima organizacional e na qualidade de produtos e serviços, e esses funcionários possuem necessidades muito específicas e são atingidos pela comunicação de maneira direcionada e muito mais explícita que o público externo, além de que a opinião do segundo pode ser influenciada pelo primeiro, pois um funcionário insatisfeito irá fazer uma contra-propaganda sobre a empresa que trabalha. Embora algumas empresas já possuam departamento de endomarketing composta por profissionais da comunicação e recursos humanos, ainda é uma área que não foi explorada em sua totalidade pela maioria das organizações que ainda relutam em entender que ele é um elemento indispensável para o sucesso e o tamanho da sinergia que a prática do endomarketing irá gerar dentro do ambiente de trabalho.

Referências:
BEKIN, Saul F. Conversando sobre Endomarketing. 1995.


sexta-feira, 13 de abril de 2012

Ética e Comunicação Interna


A relação entre o profissional de Relações Públicas e a ética é, cada vez mais, nítida. A função da comunicação organizacional vem sendo pautada em ações éticas, dando mais valores às pessoas; esta evolução mudará a forma de enxergar a liderança organizacional e o público interno, transparecendo a tomada de decisão e dando voz aos colaboradores das empresas, sem distinção. A comunicação organizacional, bem direcionada, estimula a conduta ética, quando aceitam opiniões e observações individuais, independentemente da posição hierárquica que representam na organização.
Comunicação Interna é o conjunto de estratégias que facilitam a comunicação organizacional, atuando nos mais diferentes tipos de fluxos. Exemplos: fornecer oportunidades de comunicação a todo público interno, além de incentivá-los para transmitir as suas opiniões e necessidades, elaborar diferentes maneiras para implantação de ideias e garantir a eficácia do processo de troca de mensagens na organização.
A credibilidade e o comprometimento do público interno são essenciais para que a organização consiga transmitir sua visão, missão e valores. Para garantirmos esta credibilidade e comprometimento, precisamos agir de forma ética. Não existe confiança em ações antiéticas e amorais. "Valores se disseminam com exemplos." - Bruno Chaves, diretor de criação e planejamento da Comunicação InVitro. Precisamos estabelecer uma comunicação que siga os valores e cultura organizacional de forma transparente, para que seja possível colocar os exemplos que disseminamos em prática. A comunicação de caráter cultural é muito importante, e deve ser fundamental dentro da organização, sendo entendida e bem avaliada pelo seu público interno, para que a comunicação dentro da organização seja reconhecida interna e externamente.
É necessário entender que o cenário de atuação da comunicação interna muda de forma devagar e moderada; portanto, iremos nos deparar com situações onde agir de forma não ética seria mais fácil e eficaz, mas como já foi dito, “valores se disseminam com exemplos”, além disso, o Código de Ética das Relações Públicas deve alinhar e estabelecer as decisões de nossa vida profissional.
Em resumo, devemos entender que toda ação de nossa vida profissional será avaliada quanto a nossa moral, mas será pautada pela ética e pela legislação, além de permear os exemplos que devemos demonstrar e seguir, pois a posição de Relações Públicas, na comunicação interna, é de mediação entre públicos organizacionais, lembrando que bons resultados conquistados dentro de casa, são favoráveis para bons resultados com a opinião pública e outros públicos externos.


                    Referência: Baseado em Aulas de Ética e Comunicação - Faculdade Cásper Líbero (Professora: Agatha Camargo)